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Fabio Saba

A ELEGÂNCIA
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e, talvez por isso, esteja cada vez mais rara entre as pessoas: a Elegância do Comportamento.
É algo que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. Antes de criticar uma tarefa de alguém, você tem a certeza de que a faria melhor?
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas ou empregados. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante ser carinhoso e solidario.
É elegante o silêncio diante de uma rejeição. Sobrenome, jóias, cargos de liderança e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar… É muito elegante.
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma…
Oferecer ajuda.. É muito elegante.
Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante.
Oferecer flores é sempre elegante.
Educação enferruja por falta de uso! E detalhe: não é frescura.”
Abraço
Adaptado de Toulouse-Lautrec (1864-1901)
Fabio Saba
Segue aqui uma reflexão sobre as competências profissionais valorizadas atualmente. O que vale mais o conteúdo ou a forma? Será que dá para separá-las?
Boa leitura…

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.
Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou Marketing pessoal.
Figuras como o Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da Faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho – com tinta nanquim. Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que o seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase. Deu no que deu.
O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena – que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.
No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de “paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino”. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena? Leia mais!
